A Fey é uma das maiores fabricantes de fixadores do Brasil, com mais de 5.000 itens MTS, 3.000 itens MTO, 200 recursos produtivos e cerca de 400 ordens semanais. O gargalo estava no planejamento: lento, desconectado da execução e incapaz de simular o que vinha pela frente.
Indicadores da camada de planejamento medidos após a estabilização do NPLAN. Indicadores da camada de agentes medidos em operação de produção com o time de planejamento da Fey.
Fundada em Indaial (SC), a Fey é uma das maiores fabricantes de fixadores do Brasil. Seu complexo industrial de 47.000 m² abriga cerca de 700 colaboradores e capacidade mensal de produção de 60 milhões de peças. O portfólio inclui porcas, parafusos, abraçadeiras, acessórios para tubos e mangueiras e peças especiais, atendendo aos setores automotivo, agrícola, tratores e motocicletas no Brasil e em toda a América Latina.
A complexidade operacional é substancial: mais de 5.000 itens MTS, mais de 3.000 itens MTO, mais de 200 recursos produtivos e demanda semanal de aproximadamente 400 ordens de produção, equivalentes a cerca de 500 toneladas.
Antes do NPLAN, o planejamento da Fey tinha limitações estruturais que restringiam tanto a velocidade quanto a qualidade das decisões:
O resultado era um ciclo lento de revisão que deixava a operação exposta a variações de demanda e mudanças de produção que ela não conseguia antecipar nem responder rapidamente.
A implantação do NPLAN, realizada pela NEO Digital Industries, estruturou uma camada integrada de planejamento conectando S&OP, MPS, planejamento de materiais e capacidade de produção, totalmente integrada ao SAP S/4HANA. A integração cobriu materiais, recursos, roteiros, listas técnicas, ordens de produção, pedidos de venda e planos de venda.
O projeto rodou em quatro meses, em ciclos iterativos com validação frequente entre as equipes de Logística, Planejamento, Produção e Tecnologia da Fey e a equipe de implantação da NEO Digital Industries. As decisões foram tomadas em conjunto, por meio de análises operacionais, indicadores e simulações comparativas.
Principais elementos técnicos e metodológicos:
Um processo que antes levava três dias agora roda em três horas. O time passou de executar o plano na maior parte do tempo a analisar e decidir.
Antes, plano tático e programação de chão de fábrica viviam em realidades diferentes. Depois do NPLAN, o plano de produção ficou mais realista e diretamente conectado ao sequenciamento, reduzindo o gap entre planejado e executado.
A capacidade de simular cenários multivariáveis em demanda, capacidade, política de estoque e parâmetros operacionais mudou a forma como o time de planejamento da Fey decide. O time agora compara alternativas e escolhe o melhor caminho em vez de reagir a eventos.
Com políticas estruturadas e um modelo de planejamento conectado, a Fey eliminou a coexistência anterior de excesso e ruptura. O estoque de WIP caiu 35%.
Com a plataforma de planejamento estabilizada, Fey e NPLAN avançaram para a próxima fase. Os agentes entraram em operação em junho de 2026 e hoje são usados em produção pelo time de planejamento da Fey na rotina de análise e decisão.
A arquitetura opera em três camadas. Na base, o SAP S/4HANA permanece como sistema transacional e fonte de dados. Na camada intermediária, o motor de cálculo do NPLAN executa otimização, explosão de MRP e validação de plano. No topo, o Claude, da Anthropic, acessado via API, atua como camada de interpretação e orquestração: interpreta pedidos em linguagem natural, invoca as ferramentas validadas do NPLAN, explica resultados e coordena a interação entre agentes. O Claude não calcula o plano. Todo cálculo permanece no motor determinístico do NPLAN.
Por que AI Agents precisam de um Supply Chain Engine para entregar resultados reais.
Leia mais em nplan.digital/articles/ai-foundationsA configuração inclui agentes especialistas, como um agente de estoques dedicado, e um agente orquestrador que coordena as interações entre eles para compor análises e responder a demandas operacionais. Um caso de uso concreto é a comparação multicenário, em que o orquestrador interage com o agente especialista em estoques para apresentar opções, explicar trade-offs e apoiar a decisão.
Antes dos agentes, comparar cenários era um trabalho manual de composição. O planejador gerava vários relatórios, investigava os dados entre eles item por item e montava a análise por fora do sistema. Dependendo da abrangência da pergunta, isso levava de 2 horas a 1 dia inteiro.
Hoje o planejador descreve a comparação que quer em linguagem natural. O agente orquestrador aciona o agente especialista em estoques, dispara as simulações no motor do NPLAN e devolve a análise comparativa com os trade-offs explicados. O tempo de produção da análise caiu para menos de 2 minutos.
O ganho não é só de velocidade. Quando produzir a comparação custava um dia, o time comparava dois ou três cenários. Ao custo de dois minutos, ele compara quantos precisar, e a decisão passa a ser tomada sobre o conjunto de alternativas em vez de sobre a primeira que caiba no prazo.
Cada resposta dos agentes pode ser avaliada pelo usuário na própria interface. Depois de rodadas de ajuste fino nos prompts, nas ferramentas expostas ao modelo e nos guardrails, a proporção de respostas avaliadas positivamente passou de 90%.
O mecanismo de avaliação negativa é parte do desenho, não um canal de reclamação. Quando o usuário marca uma resposta como inadequada, ele descreve o que esperava e o que deveria ter sido diferente. Esse retorno alimenta o ciclo de ajuste do harness, das ferramentas e das instruções dos agentes. É o loop que sustenta a melhoria contínua da qualidade das respostas em operação.
O conjunto operacional completo da Fey não é enviado aos modelos de IA. As interações utilizam apenas amostras de dados, preservando a confidencialidade da base operacional. As interações do modelo com o ambiente da Fey passam exclusivamente por ferramentas validadas, com escopo definido, expostas pelo NPLAN. O modelo não tem acesso direto à base transacional.
Por que a vantagem competitiva em IA corporativa migrou do modelo para o harness ao seu redor. Guardrails, orquestração, tools validadas e governança para Supply Chain Planning.
Leia mais em nplan.digital/articles/agent-harnessA transformação da Fey veio da integração entre tecnologia, processos e colaboração entre áreas. Uma vez sólida essa base, agentes de IA foram adicionados por cima para ampliar a capacidade analítica e a velocidade de resposta, mantendo o motor de planejamento no centro de cada cálculo.
A sequência foi o que fez funcionar: primeiro um plano viável e conectado, depois inteligência analítica construída sobre ele.
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Converse com a equipe NPLAN sobre integração com SAP S/4HANA, S&OP estruturado e arquitetura de AI agents para planejamento industrial.